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Ourém News.com | 00:00 |


TEMPESTADE DE VIOLÊNCIA...
O município de Ourém nordeste paraense, distante a 182 km da capital Belém, tem vivido uma tempestade de violência nos últimos meses, deixando bem aflita a população acostumada à calmaria da cidade. Crimes com requinte de execução, assaltos, e muita desordem tem causado um desconforto muito grande para quem vive neste município de riquezas naturais sem igual e em hospitalidade popular de tamanha grandeza.
Bem recente, no amanhecer do dia 30/05, um grupo de desconhecidos após se divertirem na festa comemorativa ao aniversário do município (29/05), conduziram em um veículo de modelo e placa ignorada, um rapaz bastante conhecido na cidade, e sem muita razão, pois ambos bebiam juntos, o levaram para uma estrada vicinal deixando a PA-124 que dá acesso a vila Igarapé-Açú município de Capitão Poço, e dispararam dois tiros a queima-roupa na cabeça do rapaz que não teve a mínima chance de defesa. O lastro de sangue ficou espalhado na estrada barrenta para os olhares de muitos curiosos que foram comprovar a barbaria. Segundo comentou-se pela cidade, foi que possivelmente estivesse ocorrido um acerto de contas. Versão contestada pela família. As informações por parte da Polícia são bastante remotas neste caso e em outros ocorridos, pois sempre encontramos dificuldades para extrair notícias na DEPOL (Delegacia de Polícia), de Ourém.
Outro assassinato que chamou a atenção, foi de um jovem na vila Beirada comunidade da região do Tupinambá a 19 Km da sede do município, quando na oportunidade acontecia a festa de inauguração de uma Creche no último dia 06/06. No final do evento dois irmãos foram esfaqueados por um elemento sem identificação. O mais novo faleceu no local ao ser atingido com duas perfurações de faca. O segundo foi socorrido e encaminhado para a capital a onde corre risco de morte. Neste caso novamente, o assassino fugiu sem ser capturado. Tivemos a informação que o mesmo está escondido nas redondezas da comunidade.
Muitos ainda se lembram da execução ocorrida na estrada vicinal da vila Rio Vermelho neste município, quando foram mortos com tiros de revolveres e depois queimados dentro de um veiculo modelo Corsa dois homens que após  a divulgação feita por este blog, os familiares reconheceram os mesmo, fazendo na sequência os procedimentos legais de remoção.
Fazendo parte desta tempestade, não podemos esquecer os assaltos e roubos, na maioria em plena luz do dia. Hoje é preciso muita cautela para andar nas estradas vicinais não só do município como também as dos municípios vizinhos. A bandidagem tem agido na boa colocando como alvo maior as motocicletas. Recente  tivemos um caso da abordagem dos pilantras em pleno centro comercial, que renderam o proprietário da moto levando o veiculo na maior cara de pau. O prédio dos Correios é a prova da audácia dos bandidos. O estabelecimento público se tornou por várias vezes alvo desses bandos de desocupados.
Vale ressaltar que a Polícia Militar através do 10º Comando vem desenvolvendo um trabalho muito importante na região. As rondas têm sido intensificadas tanto na zona urbana quando na rural, porém ainda não foi possível inibir o avanço da violência. Falta muito ser feito, falta o comprometimento de outros órgãos, mais principalmente do Ministério Público que hoje é alvo do descontentamento popular.

Por: Paulo Bragança  

MPF processa a Tim por danos aos consumidores...
 
O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública contra a Tim S.A e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por causa das contínuas interrupções no serviço de telefonia móvel prestado pela operadora. Na ação, o MPF pede que a Tim seja proibida de comercializar novas assinaturas ou habilitar linhas e que seja condenada a indenizar os usuários do Pará em R$ 100 milhões.
O MPF também quer que a Tim apresente um projeto de ampliação da rede para atender as necessidades das linhas que já estão habilitadas. A Anatel pode ser obrigada a exercer com mais eficácia seu poder regulador sobre a operadora, já que as fiscalizações feitas até agora apenas constatam as irregularidades, sem impor à Tim que as solucione. O processo será apreciado pela juíza Izaura Cristina de Oliveira Leite da 1ª Vara Federal em Belém.
A investigação do MPF contra a Tim começou após sucessivas panes ocorridas no serviço da operadora no Pará, sem que houvesse atuação da agência reguladora no sentido de exigir os parâmetros de qualidade. A própria Anatel admitiu ter recebido, em 2011, 117 reclamações contra a operadora, mas informou que realizava constantes “reuniões técnicas” para “discutir os problemas”.
O MPF solicitou então relatório de fiscalização sobre a operadora, que demonstra claramente inúmeras irregularidades na prestação do serviço no Pará. Pelas regras do serviço de telefonia móvel, “nenhuma chamada pode demorar mais do que dez segundos para ser estabelecida e, uma vez conectado o consumidor à rede, 95% das chamadas devem ser corretamente completadas. São tolerados que até 2% das ligações sejam interrompidas pelo sistema.”
Ao analisar os bairros e distritos da Região Metropolitana de Belém, assim como dos 75 municípios servidos pela Tim no Pará, a Anatel constatou taxas inaceitáveis de bloqueio de chamadas – quando o sistema bloqueia automaticamente uma ligação – e de atendimento da demanda abaixo do necessário nos horários de maior movimento na rede. Os municípios mais prejudicados foram Anajás e Santa Cruz do Arari, no Marajó, que tiveram mais de 60% de bloqueios nos horários de pico. “Esses dois municípios são atendidos somente pela prestadora Tim”, informa a ação do MPF.
“O usuário não é atendido com a qualidade adequada, ficando impossibilitado de efetuar ligações devido aos bloqueios observados e a interrupção do serviço pelas constantes quedas, situações em que é o consumidor obrigado a realizar novas chamadas para conseguir finalizar a conversa interrompida”, diz o procurador da República Bruno Soares Valente, responsável pelo caso.
Para o MPF, a falta de investimentos na infraestrutura de rede é lucrativa para a Tim, principalmente em municípios onde a prestadora atua sem concorrência. Cada vez que cai uma chamada, lembra o MPF, os usuários são obrigados a realizar nova chamada, sendo duplamente tarifados.
Para o MPF, mesmo fazendo as fiscalizações e constatando as irregularidades, “a atuação da Anatel apresenta-se tímida, não sendo capaz de coibir as irregularidades detectadas”. “A despeito das multas e advertências impostas pela agência, as falhas no serviço de telefonia móvel continuam sendo sentidas pela população paraense”, diz a ação judicial.
Fonte MPF

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