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Saúde - Belém tem quatro bairros em alerta contra a raiva animal

Paulo Arthur | 07:51 |


Um morcego infectado com o vírus da raiva, resgatado em uma residência localizada na Avenida Doutor Freitas, segundo confirmação obtida na semana passada pela Secretaria Municipal de Saúde, fez com que a Sesma colocasse em execução o protocolo de bloqueio do foco, atuando em um raio de 10 quarteirões a partir do local em que o animal foi encontrado. Por isso, segundo explicação do médico veterinário Roberto Brito, do Centro de Controle de Zoonoses da secretaria, agentes de saúde do município de Belém estão percorrendo desde ontem cerca de 10 mil casas com o objetivo de vacinar cães e gatos contra a raiva animal. 
A ação alcança os bairros do Marco, Pedreira, Curió-Utinga e Souza. A visita nas casas tem também a meta de investigar pessoas que possam ter sido atacadas por animais, além de conscientizar a população através da distribuição de panfletos educativos com informações específicas de prevenção e controle. 
Ainda segundo Brito, o Departamento de Vigilância em Saúde também realizou, durante o final de semana, a captura de morcegos que se alimentam de sangue em áreas especificas, como o Bosque Rodrigues Alves e o Parque do Utinga para monitorar a circulação do vírus. Durante as visitas, cães e gatos são vacinados na mesma hora, inclusive os que já foram imunizados em campanhas anteriores.
A prefeitura enviou 16 grupos para atuar na área, compostos cada um de vacinador, registrador e entrevistador. Brito estimou que o trabalho deva se estender  por uma semana ainda. “Caso sejam encontradas pessoas que tiveram contato ou foram mordidas por um morcego, ou por cães e gatos, encaminharemos para a assistência médica correta”, completou. 
Incluída na área de pesquisa, a dona de casa Lu dos Santos, de 50 anos, moradora da Rua Pires Franco, no bairro do Souza, disse que se preocupa com a presença constante de morcegos. “Por volta de cinco horas da manhã, quando saio, a rua está cheia de morcegos. Isso pode ser um risco pra nós e pros nossos animais”, afirmou. Ela tem em casa o cão Bob, de 4 anos, e a cadela Nina, de 10, mas os agentes só conseguiram vacinar Nina, pois Bob demonstrou muito nervosismo. “Ele está conosco desde bebê e já foi vacinado. A Nina chegou em casa só há um mês, então foi muito bom imunizar ela também. Agora vou ter que procurar um posto no fim de semana onde eu possa vacinar o Bob pra reforçar a proteção”, admitiu Lu.
A raiva é uma enfermidade de ação no sistema nervoso central. Geralmente os animais infectados sentem dificuldades para engolir, apresenta salivação abundante, mudança de comportamento e de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras. Já nos humanos ocorrem alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da mordedura.
Belém estava há mais de 10 anos sem notificação de raiva animal. No entanto, a Sesma continuou promovendo ações de prevenção. “A nossa principal parceria para continuar livre do vírus da raiva em Belém é a sociedade. Nós precisamos que, quando alguém encontrar algum animal com sintomas da doença, ligue para o Centro de Controle de Zoonoses. Assim a situação será investigada”, ressaltou Leila Flores, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.


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