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Suspeito preso por envolvimento em chacina no Guamá trabalhava como porteiro de escola pública


Destaque - Onze pessoas foram mortas por homens encapuzados dentro de bar. Porteiro foi preso em flagrante enquanto desmontava o carro que teria sido usado no crime. O suspeito nega envolvimento na chacina.

Um dos homens presos suspeitos de envolvimento na chacina que matou 11 pessoas em um bar do Guamá, em Belém, trabalhava como porteiro de escola pública estadual no bairro do Jurunas. Edivaldo dos Santos Santana foi preso em flagrante na terça-feira (21). De acordo com a Polícia Civil, ele e o segundo suspeito, Aguinaldo Torres Pinto, foram flagrados desmontando um carro que teria sido usado no crime. Com a dupla, foi encontrada uma arma. A polícia investiga se os homens faziam parte do grupo encapuzado de atiradores que agiu na chacina. O porteiro nega envolvimento na chacina.

Segundo com as investigações, uma festa ocorria no local da chacina quando sete homens encapuzados chegaram em uma moto e três carros e dispararam contra as vítimas. Quase todas foram baleadas na cabeça. Dos 11 mortos, seis são mulheres e cinco são homens. Entre os mortos está a dona do bar.


Aulas suspensas
Edivaldo dos Santos trabalhava na Escola Estadual Arthur Porto. O funcionário prestava serviço terceirizado há pouco mais de um ano. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a direção da escola já havia solicitado substituição do mesmo por mau comportamento no posto ao deixar a porta sozinha em alguns momentos. A empresa já estava providenciando a substituição.

Por conta da repercussão do caso as aulas foram suspensas nesta quarta-feira, retornando normalmente a partir da próxima quinta-feira (23). Em nota, a Seduc informou que "ao realizar contratos terceirizados é exigida documentação sobre conduta, experiência e atestado de antecedentes criminais da empresa e de seus funcionários e que todos eles haviam sido apresentados pelo referido funcionário. A secretaria recebeu com apreensão a informação do envolvimento do agente no caso e está tomando as providências cabíveis para garantir segurança à Escola".

À polícia, Edivaldo nega qualquer envolvimento com a chacina. “Eu não sei nem porque eu tô sendo preso”, disse. Segundo s investigações, ambos os presos trabalhavam como segurança e estavam armados no momento em que foram abordados dentro de uma oficina na travessa Humaitá, em Belém. Uma arma carregada foi apreendida com um deles e também um carro que teria sido usado na chegada e fuga do local da chacina.

O delegado geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, conta que “esse carro encontrado foi utilizado no crime e já estava sendo descaracterizado, o vidro já havia sido até trocado, com o objetivo de dificultar as investigações",, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado geral, as características físicas dos suspeitos são a principal pista que os associa à chacina do Guamá.

Por G1 PA — Belém








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