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Aumenta em 29% ataques a bancos no Pará




Destaque - Segup orienta policiais a não reagir às quadrilhas que possuem mais homens e melhor armamento que o efetivo local. Este ano foram 16 assaltos e cinco tentativas de assaltos a banco registrados nos municípios paraenses.

Em 2019, 16 agências bancárias já foram assaltadas no Pará e outros cinco assaltos à bancos foram frustrados. Isso equivale a um aumento de 29% no índice de ataques a agências nas cidades do Estado em relação aos cinco primeiros meses do ano passado. A própria Secretária de Estado de Segurança Pública (Segup) orienta policiais locais a não reagir.

O principal tipo de assalto registrado nas regiões norte e nordeste do Brasil é a modalidade conhecida como cangaço. Nelas, mais de 20 homens invadem as cidades, fazem disparos para alertar a polícia e assustar moradores e também costumam fazer reféns durante a ação criminosa e durante a fuga para evitar os policiais.

O problema é que o número de criminosos envolvidos neste tipo de ação costuma ser maior que o de policias nas cidades. Além disso, eles tendem a usar equipamentos e armas também superiores.

Para a Segup interferir num assalto a banco pode pôr em risco a população, por isso, a orientação é não reagir ao crime. “É muito complicado, tanto para o efetivo quanto para a segurança da população, abordar essas pessoas de madrugada, quando geralmente os crimes acontecem. Além disso, pode ocorrer troca de tiros. Ou a gente antecipa, ou a gente acompanha a ação. Mesmo que nós dobrássemos o efetivo de policiais nos interiores não é recomendado que eles reajam”, explicou Ualame Machado, gestor da Segup em entrevista ao G1.

O secretário de segurança pública do Pará insiste que apenas o trabalho de inteligência pode minimizar este tipo de crime e que a polícia especializada é quem deve combater os assaltos a banco. “O policial local está ali para atuar com questões ordinárias, cotidianas. Os assaltos a banco são extraordinários. Mesmo que eles flagrem [os criminosos] não há como intervir e nem deve. É melhor intervir antes ou depois do crime”, orienta.

Durante a entrevista ao G1, Ualame Machado explicou ainda que uma rede de informação com os gerentes de agências bancárias era uma das medidas para minimizar o risco destes crimes. Mas o sindicato dos bancários do Pará assegura que a rede não está funcionando.

“Infelizmente não aconteceu mudança positiva alguma. E as ocorrências são a prova disso. . Enviamos oficio para a segup, nos reunimos uma vez, prometeu-se voltar as reunião e a voltar a formar o grupo de trabalho que debata a segurança bancária no Pará, mas ficou só na promessa”, revela Gilmar Santos, representante da categoria.

Paulo Nunes, pesquisador da área de segurança pública, insiste que a inteligência policial é peça fundamental no combate aos assaltos à bancos, mas “na última década a área de inteligência do Governo foi abandonada completamente. Se investiu muito pouco. Este é o legado e é preciso reinvestir num parque sucateado e que não dá conta do quadro atual".


Relembre alguns dos assaltos à banco em 2019
03 de junho: Assalto em Capitão Poço
24 de maio: Assalto em Quatro Bocas, nordeste do Pará
10 de maio: Assalto à agência de Parauapebas, no sudeste do Pará.
09 de maio: Bandidos assaltam Correios e, na fuga, fazem reféns de escudo humano, em Capitão Poço
03 de maio: Assalto à banco em Castelo dos Sonhos, no sudoeste paraense.
02 de maio: Assaltantes roubam agência e fazem reféns em Mãe do Rio, no nordeste do Pará

Por G1 PA — Belém





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