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Moradores de Marituba voltam a fechar acesso ao Aterro Sanitário





Destaque - Eles são contra o funcionamento do local que recebe o lixo de 2,5 milhões de pessoas. Polícia Militar está no local

Na noite desta quarta-feira (5) moradores da cidade de Marituba voltaram a fechar o acesso ao Aterro Sanitário da cidade. O local recebe o lixo de 2,5 milhões de paraenses das cidade de Belém, Ananindeua e Marituba e, por decisão judicial, deve continuar funcionando até o final de setembro deste ano. Policiais Militares acompanham os protestos e tentam negociar a liberação da via.

Os moradores reclamam das consequências ambientais, sociais e também para a saúde de quem é obrigado a conviver com o mal cheiro. “Meu neto passou mal. Teve insuficiência respiratória e ficou internado na urgência e emergência sete dias. Esse lixão só trouxe mazelas e doenças para o povo de Marituba”, questiona a moradora do entorno do Aterro Sanitário, Jurema Pantoja.

A dona de casa, Ana Maria Lima, explica que viver no entorno do empreendimento é insustentável. “Como moradora me sinto com os braços impotentes. Convido qualquer órgão público a ficar no dia que eles forem tirar o chorume dentro da nossa comunidade”, desafia.

Lixo nas ruas
No dia 31 de maio, data em que a empresa que administra o Aterro Sanitário de Marituba previa o encerramento das atividades do espaço, um grupo de manifestantes fechou o acesso, que só foi liberado com dois dias depois.

O fechamento da via pelos moradores, fez com que o lixo se acumulasse nas ruas de Belém, uma vez que sem ter onde "jogar" o lixo, os caminhões foram recolhidos aos pátios da prefeitura. De acordo com a gestão municipal da capital, quatro toneladas de lixo que deixaram de ser coletadas durante o protesto e a normalização da coleta destes resíduos estava prevista para ocorrer nesta quinta-feira (6).

Aterro Sanitário de Marituba recebe lixo de 2,5 milhões de paraenses.  — Foto: Agência Pará Aterro Sanitário de Marituba recebe lixo de 2,5 milhões de paraenses.  — Foto: Agência Pará
Aterro Sanitário de Marituba recebe lixo de 2,5 milhões de paraenses. — Foto: Agência Pará

Entenda
Em 2010 uma nova lei nacional estipulou normas para o tratamento de resíduos sólidos no Brasil. Devido a essa lei, o "lixão" do Aurá foi fechado definitivamente em 2015 e, depois disso, o lixo da região metropolitana de Belém passou a ser levado para o Aterro Sanitário de Marituba.

Depois de escândalos e crimes ambientais, o empreendimento ressaltou que o valor pago pela tonelada de lixo recebido deveria aumentar de R$ 65 para R$ 114 reais, o que foi negado pelas Prefeituras de Belém e Ananindeua.

Em dezembro de 2018, a empresa anunciou que sem esse ajuste, encerraria as atividades no dia 31 de maio de 2019.

Desde então, reuniões e encontros aconteceram sem que o destino do lixo nas três cidades fosse definido. Nas vésperas do prazo para o fechamento, a Prefeitura de Belém entrou na justiça pedindo a prorrogação do funcionamento do Aterro Sanitário de Marituba e disse ainda que se o espaço fechasse seria obrigada a voltar a "operar no Lixão do Aurá".


Uma decisão da Justiça favorável à Prefeitura, impôs que a Guamá Tratamento de Resíduos continue funcionando até o final de setembro de 2019. E aumentou para R$ 75 o valor pago à companhia.

Prevendo que algo desta natureza pudesse acontecer, na manhã no dia anunciado para o fechamento do aterro sanitário, os moradores de Marituba decidiram interditar o acesso ao local.

Por G1 PA — Belém









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