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Bragança (PA): 406 anos de riqueza histórica e cultural



Destaque – As características europeias estão por toda parte em Bragança, como pode ser observada na arquitetura lusitana dos seus prédios históricos.

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  município de Bragança, no Nordeste paraense, completa nesta segunda-feira, dia 8 de julho, 406 anos de fundação. De clima quente e úmido e localizada a cerca de 200 km da capital, a cidade possui enorme riqueza arquitetônica, cultural e natural, com destaque para seus prédios históricos, a culinária, o artesanato, a religiosidade e as belas praias do seu litoral.
Banhada pelo Rio Caeté, a cidade é uma das mais antigas do Pará. Atualmente com pouco mais de 120 mil habitantes é conhecida como a “Pérola do Caeté” e “Terra da Marujada”. Com enorme vocação para o turismo, além da arquitetura com traços europeus, Bragança ostenta rica natureza e possui uma economia que gira basicamente em torno das atividades da pecuária, da agricultura e do extrativismo pesqueiro.

História
Originalmente habitado por índios da tribo Tupinambá, o lugar foi o polo inicial da ocupação europeia na Amazônia. Os franceses, vindos de São Luis do Maranhão, foram os primeiros europeus a chegar à região, no dia 8 de julho de 1613. No ano de 1622 tropas portuguesas passaram a colonizar o local para expulsar os franceses e criaram, em 1634, um povoado chamado de Sousa do Caeté.  Mais tarde, em 1854, um decreto da Coroa Portuguesa criou o município de Bragança.

 
Belezas naturais
Situada no litoral do estado, Bragança conta com diversas praias. A mais conhecida é a Praia de Ajuruteua, distante 36 km da sede do município, o local dispõe de uma boa rede de pousadas e restaurantes. Banhada pelo Oceano Atlântico, o acesso é terrestre através rodovia PA-458. Antes de chegar às areias brancas de Ajuruteua, o visitante cruza por regiões de campos naturais alagados e de mangue. Ao longo do litoral, outras praias são acessíveis de barco a partir de Ajuruteua. São os casos das praias da Vila dos Pescadores, Chavascal, do Pilão, do Grilo e Boiçucanga.

Outro destaque do litoral bragantino é a Ilha do Canela, uma área de proteção ambiental permanente que abriga um grande número de ninhos de guarás (aves de coloração vermelha e típicas da fauna amazônica). Por esse fato a ilha se tornou conhecida como o maior ninhal de guarás do mundo.



Patrimônio histórico
As características europeias estão por toda parte em Bragança, como pode ser observada na arquitetura lusitana dos seus prédios históricos. Em um passeio a pé pelo centro da cidade, chamam a atenção a igreja de São Benedito, uma das mais antigas do Pará e que foi construída em 1753, e monumentos como o Coreto Pavilhão Senador Antônio Lemos, trazido da Europa e montado em 1910. Outros destaques são o prédio do Liceu de Música, construído na década de 1930 e o do Mercado Municipal, em estilo neoclássico inaugurado em 1911, ocupando uma quadra inteira no centro comercial da cidade e que em seu entorno abriga a feira livre da cidade.

Igreja de São Benedito, seu prédio é datado do século XVIII. Foto: Roberto Castro / Ministério do Turismo.

Manifestações culturais
A mais forte expressão cultural e religiosa de Bragança está na festa de São Benedito, uma das mais tradicionais e antigas do Pará. Introduzida pelos escravos negros em 1798, nela se destaca a Marujada de São Benedito, folguedo constituído majoritariamente por mulheres unindo dança e religiosidade em homenagem ao santo no mês de dezembro.

Com suas roupas típicas, compostas por blusa branca, faixa de fita vermelha, saia rodada comprida, vermelha ou azul, e chapéu enfeitado com fitas coloridas e plumas, as marujas enchem a cidade de cor e muita tradição.
Marujada de São Benedito leva tradição e colorido às ruas de Bragança. Foto: Fernando Sette Câmara.

Gastronomia
A culinária bragantina é um dos principais atrativos do Pará. Além da variedade de pratos a base de peixes e frutos do mar, um ingrediente marcante é a farinha de Bragança, item alimentar bastante presente nos hábitos alimentares da Amazônia e que já obteve reconhecimento em festivais internacionais, como o Slow Food em Turim, na Itália.

A culinária bragantina se destaca por seus sabores e variedade.

Do alto dos seus 406 anos, Bragança continua encantando os visitantes e tem na hospitalidade do seu povo um dos aspectos mais marcantes do lugar. Apesar de enfrentar problemas, como toda cidade em crescimento apresenta, o município ainda é um dos destinos mais procurados por aqueles que buscam a tranquilidade de um lugar onde a natureza foi generosa.
Por: Lourival Borges

Foto: Agência Pará








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