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Nosso Município

Município de Ourém no Nordeste do Pará

ORIGEM HISTÓRICA - A origem histórica do Município de Ourém está na casa forte, construída por Luíz de Moura, em 1727, com recursos próprios, em frente à segunda cachoeira do Rio Guamá.

Foi elevado a categoria de Município e Distrito com a denominação de Nossa Senhora da Conceição de Ourém, em 1753. Com a instalação do Município, em 1762, Ourém entrou para a Independência. Entretanto,mais tarde, o seu território veio a sofrer inúmeras depredações durante os conflitos da Cabanagem.

A Lei nº1.307, de 28 de novembro de 1887, suprimiu a categoria de Vila de Ourém, sendo restaurada a sua condição de Vila e Município em 05 de outubro de 1899, pela Lei nº1.399,com nome simplificado para Ourém. Com a República, foram criados os Conselhos de Intendência Municipal, sendo primeiro Intendente de Ourém o sr. José Henrique Xavier de Souza.

Ourém é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º33'07" sul e a uma longitude 47º06'52" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população estimada em 2004 era de 15.262 habitantes.Possui uma área de 602,5659 km².

Turismo
Sua grande atração é o Festival da Canção Ouremense, que acontece todo mês de Julho, na concha acústica da Praça Magalhães Barata, às margens do rio Guamá, construída especificamente para esse fim. Em suas proximidades existem vários e belos igarapés e cachoeiras.

Conhecida como “A Pérola do Guamá”, o município de Ourém, localizado no nordeste do Estado, encanta não somente por suas belezas naturais - matas virgens e igarapés de água cristalina, como também pela simplicidade e acolhimento dos ouremenses. O pequeno povoado, fundado por famílias açorianas no século XVIII, é hoje um município com grande potencial turístico, mas ainda inexplorado. Logo na chegada, o visitante tem uma prévia do que encontrará: a divisa com Bonito - a ponte sobre o rio Caeté - é o marco inicial da cidade e também parada obrigatória para que o visitante se delicie com um bom banho de rio. Aliás, o que não faltam são opções para banhos, já que a cidade também possui o título de “paraíso dos igarapés”. Além do rio Guamá, que fica na parte central, existem mais de 12 igarapés, todos com água cristalina filtrada pela jazida de seixo existente em Ourém, a maior do Pará. No balneário das Pedrinhas, conhecemos o igarapé Cafiteua. Onde é possível fazer trilhas, andar a cavalo e passear de charrete. Outros balneários, como o da Tia Loura e do Carié, são também boas opções de divertimento.

AR CALMO - Com pouco mais de 15 mil habitantes, Ourém tem o ar calmo das cidades do interior: casas simples, ruas estreitas, clima tranqüilo e convidativo para um passeio pela praça Magalhães Barata. Construída há seis anos, a orla da cidade, à margem do rio Guamá, é um dos cartões- postais de Ourém.

Festival de música e religiosidade

Somente em alguns momentos a tranqüilidade de Ourém é quebrada. Na última semana de julho acontece o Festival da Canção, que desde 1983 reúne os maiores compositores, cantores e intérpretes da música paraenses. O festival, que começou com a iniciativa de um grupo de jovens do município, atrai artistas de todo país. Este ano, mais de 80 compositores fizeram a inscrição, representando, além do Pará, São Paulo, Amapá e Amazonas. Durante os três dias de competição, realizada na Concha Acústica, a cidade recebe cerca de 10 mil visitantes. A concha foi construída em 2002 e se transforma em palco, durante o ano todo, para as diferentes manifestações regionais, como bois-bumbás e cordões de pássaros. Marca forte do povo ouremense é a religiosidade. A igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1939 no estilo gótico, é palco de duas grandes festividades anuais: a festa da padroeira e a de São Benedito. O Círio de Nossa Senhora da Conceição acontece sempre no terceiro domingo de agosto, com saída da capelinha, o ponto mais alto da cidade, percorrendo as principais ruas até chegar à Matriz. As homenagens a São Benedito são feitas no dia 24 de dezembro e reúnem visitantes dos municípios vizinhos. A economia de Ourém é baseada na exploração de seixo, brita e areia. A produção de seixo é a maior do Estado, chegando a mais de 700 metros cúbicos por dia, e é responsável pelo abastecimento da capital paraense. Além disso, 60% da população ouremense vivem da agricultura familiar e outros sobrevivem com as olarias.

O nome do município
“Ouro...hein?” - Existem duas versões para o nome “Ourém”. A primeira, e oficial, diz que o fundador da cidade, Luiz de Moura, que era natural de Ourém, Portugal, na tentativa de mostrar o domínio europeu sobre as terras americanas, colocou como nome em sua nova conquista o mesmo da sua terra natal. A segunda versão explica que os descobridores da cidade achavam que nela havia ouro e outras pedras preciosas. No entanto, ao chegar no local e perceber que nada havia, eles diziam: “Ouro, hein?”. E assim ficou.

Como chegar - Ourém localiza-se à 182 quilômetros da capital paraense. A rodovia de acesso, a PA-124, encontra a BR-316 na altura do quilômetro 142 totalmente asfaltada, o que garante uma viagem de até 2 horas e meia em carro próprio. Do Terminal Rodoviário de Belém saem, diariamente, dois ônibus com destino ao município, com passagens atualmente custando R$ 26,00.

Onde ficar - Existem seis pousadas e todas ficam localizadas na orla. O Tromba´s Hotel, por exemplo, há 23 anos atende os visitantes da cidade. Além da convidativa fachada, decorada com pedras de seixo, o hotel oferece uma excelente vista do rio Guamá.

Telefones úteis Prefeitura: 3467-1140 / 3467-1253 Secretaria de Cultura: 8155-1827 Tromba’s Hotel: 3246-1264 Balneário das Pedrinhas: 3467-1450/ 3467-1452

Características geográficas
Área 562,133 km²
População 15.841 hab. est. IBGE/2009
Densidade 27,8 hab./km²
Altitude 40 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC-3

Indicadores
IDH 0,669 médio PNUD/2000
PIB R$ 30.780 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 1.996,00 IBGE/2005

TURÍSMO

Cidade de Ourém tem diversas opções para banho de rio e contato com a natureza (Foto: Dominik Giusti / G1)Cidade de Ourém tem diversas opções para banho de rio e contato com a natureza (Foto: Dominik Giusti / G1)
Tranquilidade faz do igarapé atração para pais e filhos (Foto: Dominik Giusti / G1)
(Foto: Dominik Giusti / G1)
A cidade de Ourém fica a 180 km de Belém, no nordeste do Pará. Com pouco mais de 16 mil habitantes, o local é conhecido pela produção de seixo, mas esta não é a única riqueza que brota da terra: diversas nascentes cristalinas propiciam um banho gelado para quem aproveita o verão em um lugar rústico e tranquilo.
Tranquilidade faz do igarapé atração para pais e
filhos .
O igarapé "Tia Loura" foi batizado para homenagear uma senhora que morava em frente ao curso d'água, que era utilizado para lavar roupas e louças. Além das atividades domésticas, a Loura zelava pelo lugar e servia galinha caipira para os visitantes, cobrando pouco pelo serviço. A atividade não tinha regularidade, mas acabou transformando o lugar em ponto turístico, que até hoje atrai visitantes para o reservatório com 1,5 metro de profundidade, cercado por árvores de grande porte. “Ela está na história, começou aqui quando o igarapé era apenas um buraco”, conta Edivan, que comprou a casa da senhora em 2007 desde então assumiu as atividades no local.
Igarapé Cafeteua é mais perto do centro de Ourém (Foto: Dominik Giusti / G1)
(Foto: Dominik Giusti / G1)
Além de cuidar do igarapé, o casal mantém as mesmas regras estabelecidas pela Loura: o visitante não pode levar comida, e líquidos só podem ser levados em garrafas de plástico. Os responsáveis pelo espaço são categóricos: não pretendem transformar o lugar em um empreendimento turístico para grandes públicos. “Vem muita gente de fora conhecer, gente que gosta da natureza. Aqui é um ambiente familiar. Por isso não deixamos que levem caixa de som nem garrafas de cerveja de vidro. O restaurante não pode ser na beira do igarapé. Fizemos uma casinha apenas para que os pertences não fiquem molhados quando chove”, diz Maria do Carmo.
O local atrai visitantes exatamente por ter intervenção mínima no ambiente natural; apenas bancos e mesas de cadeira e uma pequena cabana foram instalados. A tranquilidade e a possibilidade de se poder ouvir passarinhos cantando, macacos de pequeno porte passeando pelos galhos e de estar mais próximo da natureza, longe de balneários badalados e com músicas altas, se constituem o próprio atrativo.
O representante comercial Rogério Oliveira, costuma ir ao igarapé com frequência. “Venho em Ourém e procuro vir sempre aqui. É como à Itália e não falar com o Papa! Conheci esse local há uns sete anos e gostei muito. Esse contato com a natureza e a tranquilidade que esse ambiente passa é maravilhoso”, opina.
Igarapé Cafeteua é mais perto do centro de Ourém
Outros destinos
Além do igarapé mais conhecido, a cidade também tem outras opções de passeio. Uma delas é o Igarapé das Pedras, espécie de fazenda urbana que fica no bairro de Cafeteua, perto do centro da cidade.  As águas avermelhadas do igarapé de mesmo nome, um braço do rio Caeté, sobre enormes pedras chamam atenção dos visitantes.
No local há maior estrutura, com restaurante e cardápio diversificado, uma piscina para crianças, passeios de cavalo e potro, contato com animais como pavão, avestruz, gansos e papagaios. Há ainda três campos de futebol, dois de grama e um de areia. Quatro chalés estão sendo construídos para receber visitantes no balneário, que costuma receber eventos esportivos como corridas de cavalo e campeonatos de motocross e bicicross.
O balneário Aracu, localizado à margem da PA-121, distante 5 km do centro da cidade, é outro local de fácil acesso com opções para veranistas. Às margens do igarapé, cabanas que abrigam cerca de dez pessoas recebem redes para o conforto de idosos e crianças, tornando o ambiente familiar. No cardápio tem o peixe frito empanado na farinha, que dá crocância diferenciada ao prato.
O nome do espaço é um peixe comum na região, e que também é o apelido de Antônio Ribeiro, 51, que há dez anos administra o espaço. “Quando eu era criança, tinha o dente miúdo e preto. Diziam que era igual de aracu. Um vizinho botou o apelido e ficou”, conta o proprietário, alegre pela comparação e feliz pelo sucesso do empreendimento.








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